segunda-feira, 25 de novembro de 2013
iDiots
Os robôs usados foram tirados de kits japoneses, e fumaça de verdade sai da boca do vilão, com a ajuda de um cenário feito de caixas de papelão e truques de câmera, eles conseguem criar um ambiente homogêneo onde somos definidos pelo que temos, e que todos tem.
A idéia é não levar o vídeo muito a sério e rirmos um pouco de nós mesmo, com uma piada que carrega um pouco de verdade.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Diferenças entre a TV Comum e a TV de Alta Definição
Salvo raras excessões, é o que você vai encontrar na TV, e se você parar pra pensar o quanto aquilo que você assiste está contribuindo para sua vida (pessoal, profissional, acadêmica, etc) notará que existe muita verdade nessa imagem. Não estou me excluindo, infelizmente ainda perco muito tempo vendo TV e nem em HD é (o que não ajuda muito).
Porém, o fato de não ter uma TV em casa ajuda muito, e você começa a notar que na maioria das vezes você só assiste porque está condicionado a isso, a "ligar pra ver o está passando" e passar horas a fio mudando de canal desesperadamente, sem ao menos notar que poderia estar usando esse tempo para algo mais produtivo, e muitas vezes mais prazeroso.
Acredito que não precisamos colocar fogo nas TVs, apenas entender o real efeito delas nas nossas vidas, para não ficar se lamentando pela vida que foi entregue a elas.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Como Treinar seu Dragão
O filme conta a história de Soluço, um jovem vinking diferente de todos os outros do seu povo, que não demostrava ter nenhum talento para a atividade mais comum entre os vikings, caçar dragões.
Ser filho do chefe da vila só piorava a situação para Soluço, seu pai o entendia por ser tão diferente, enquanto ele tentava demonstrar para todos que era capaz de matar um dragão (e se conseguisse uma namorada no processo, ainda melhor).
É quando ele resolve matar o "Fúria da Noite", um dragão que nunca havia sido visto, sinônimo de morte e destruição entre os vikings.
A história então gira em torno das consequências das atitudes de Soluço, que queria conseguir a aprovação de seu pai e de toda a vila, (e uma namorada, é claro), mas ao mesmo tempo começa a descobrir que talvez matar todos os dragões não seja o correto a se fazer.
Soluço acaba sempre estando dividido entre o que os outros esperam dele e o que ele sabe o que é o correto a se fazer, as dificuldades de ser diferente o pressionaram a vida toda, mas para fazer o que é certo ele precisa confrontar tudo aquilo que esperam dele.
Uma animação com muita comédia e momentos de tensão, muito bom e recomendado.
Spoilers
A grande surpresa ocorre quando, após ter conseguido abater o Fúria da Noite e não tê-lo matado, Soluço descobre que tudo o que os vikings sabem sobre os dragões está errado, ao desenvolver uma amizade com Banguela (nome que ele resolve dar ao Fúria da Noite).
Soluço descobre que ao abater o Banguela que ele havia arrancado parte da calda de Banguela, então ele fez uma "protese" para Banguela, permitindo que ele montasse no Banguela. (depois de decorar as posições da protese para conseguir pilotá-lo direito).
Sendo assim, todas as tardes Soluço aprendia mais coisas sobre os dragões com Banguela, e aplicava esses conhecimentos no treinamento que fazia para matar dragões na sua vila.
O problema ocorre quando Soluço se recusa a matar um dragão no fim do seu treinamento, para mostrar a todos que isso não era necessário, porém o dragão o ataca por causa da agitação do pai de Soluço. Banguela consegue ouvir Soluço a distancia e corre para ajudá-lo, é quando Banguela é capturado.
O pai de Soluço resolve utilizar Banguela para encontrar o ninho dos dragões, sem saber que todos os ataques dos dragões á vila eram para trazer comida para um dragão gigante que vivia no ninho, um dragão grande o suficiente para que todos os outros o temessem.
Soluço teve que se juntar aos outros que estavam em treinamento para ajudar seu pai, e ele e Soluço conseguem derrotar o dragão gigante, porém não sem um certo custo.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ó Paí, Ó
No caso, falar de "Ó Paí, Ó" (sim, "paí" com acento, eu cometo vários erros aqui, mas esse tá certo), filme de Monique Gardenberg de 2007. que originou uma série na Globo no ano seguinte.
O filme se passa no Pelourinho, mostrando os dias que antecedem o carnaval naquela parte da Bahia.
Mas o que torna esse filme mais interessante é o fato de que, mesmo mostrando vários estereótipos, nenhum deles se mostra forçado, ou seja, homossexuais, pais de santo, a bahiana com seu vestido rodado branco vendendo acarajé e cocada, os turistas, os cantores de axé, e muitos outros são mostrados de uma forma que é possível acreditar neles.
Digo isso porque em muitos filmes nacionais mais populares é difícil encontrar isso, normalmente os tipos são tão forçados que a impressão que dá é que eles só fizeram aquele filme pra ganhar um dinheirinho entre uma novela e outra.
Agora em Ó Paí, Ó (nossa como é chato digitar o nome desse filme :P) os momentos de comédia intercalados com aqueles que mostram as dificuldades da vida pobre naquele local e outros problemas como o racismo e os atritos entre diferentes religiões parecem ser bem factíveis.
Especialmente no caso do racismo, existe um trecho do filme que me chamou mais a atenção, um momento em que Roque (artesão, cantor, e personagem de Lázaro Ramos) tem uma discussão com Boca (malandro, personagem de Wagner Moura) com relação ao pagamento de um serviço que Roque prestou a Boca.
Boca, no caso, um malandro visivelmente racista, tenta mudar os termos do pagamento que deve a Roque, e deixa bem claro que, por ser negro, Roque deve aceitar sem reclamar apenas metade do combinado.
Vou transcrever aqui a resposta dada por Roque:
Eu sou negro sim, mas por acaso negro não tem olhos Boca? HEIN? Negro não tem mão, não tem pau, não tem sentido Boca? HEIN? Não come da mesma comida? Não sofre das mesmas doenças Boca? HEIN? Não precisa dos mesmos remédios? Quando a gente SUA, não sua o CORPO, tal como um branco? Boca! HEIN? Quando vocês dão porrada na gente não sangra igual meu irmão? HEIN? Quando vocês fazem graça a gente não ri? Quando vocês dão tiro na gente porra, a gente não morre também? Pois se a gente é igual em tudo, também nisso vamos ser CARALHO!Se existir melhor resposta dada a um racista, eu estou por conhecê-la.
E se isso não bastasse, o filme tem uma reviravolta de tirar o fôlego no fim, fazendo que você termine de assistir uma "comédia" pensando muito sobre a realidade do país em que vivemos.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Kick-Ass!
Aaron Johnson incarna muito bem o papel do adolescente que tem problemas com garotas, ao mesmo tempo que é o "super"-herói que sangra em nome de seus princípios.
Agora é esperar a continuação Kick-Ass: Balls to The Wall
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Nowhere Boy
Nos outros filmes que vi que mostravam a adolescência dos integrantes dos Beatles (filmes que eu adoraria lembrar o nome agora) eles eram retratados como adolescentes despreocupados e sem grandes problemas ou dilemas, se divertindo a maior parte do tempo até se tornarem uma das maiores bandas da história.
Mas esse não é o caso de Nowhere Boy, que mostra de forma mais fiel como as coisas aconteceram, todos os problemas pelos quais John passou durante sua adolescência, que ajudariam a moldar seu carater e personalidade, além de ajudar com que ele desenvolvesse seu interesse pela música e a vontade de formar uma banda.
Porém, uma coisa que apenas os fãs mais atentos dos Beatles irão notar são as músicas que são "semeadas" durante o filme, acontecimentos em momentos chave da vida de John que posteriormente serviriam de inspiração para músicas que se tornariam grandes sucessos, algumas dessas cenas podem ter ficado meio forçadas, mas mesmo assim vão colocar um sorriso no canto da boca de quem perceber.
Antes de terminar não posso esquecer de elogiar a atuação de Aaron Johnson, que também protagoniza Kick-Ass, conseguindo colocar as reviravoltas das emoções de John Lennon nas horas certas, esse ator me parece ser uma grande promessa, só notei que ele estava nos dois filmes quando prestei atenção na sua voz, já que a atuação estavam completamente diferentes.
Esse é um filme raro, feito principalmente para aqueles que já tem uma admiração pela vida da pessoa retratada, mas que é capaz de cativar qualquer pessoa com os dramas de uma adolescente que só queria ser amado.
Fonte das Imagens: site oficial do filme
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Avatar (e um pouco de Evangelion)
- Oxigênio em Pandora: ok, os humanos não podem ficar sem máscaras em Pandora porque irão desmaiar em 20 segundos e morrer em 4 minutos, logo, é de se deduzir que não há oxigênio no planeta (ou será apenas rarefeito?), não sei, porém o fato de Jake conseguir acender uma tocha num ambiente com pouco ou nenhum oxigênio me intriga.
- James Cameron curte Evangelion: Na primeira vez que eles sincronizam com o Avatar no filme, notei que já tinha visto aquilo em algum lugar, só mais tarde me toquei que foi em Neon Genesis Evangelion, anime de renome do estúdio Gainax, a parte da porcentagem de sincronização do cérebro, o lugar que eles entram para poderem sincronizar (que lembra um plug de entrada), e um pouco das referências a criação do Avatar de acordo com o DNA do "piloto" (isso já é mais diferente, mas segue a mesma linha).
